12 dias sozinha em Portugal
Eu, Dani,
depois do tenebroso ano de 2016, resolvi pegar minhas milhas e trocar por uma
viagem.
O
Destino: Portugal, que nunca me empolgou, mas que eu não conhecia, está na moda
e todo mundo adora; a Data: 03 de janeiro de 2017; a Companhia: eu e Deus,
queria um tempo só para mim, confesso que fiquei apreensiva, minha primeira
viagem sozinha, mas amei; a Hospedagem: na maior parte da viagem, quartos em
casa de família (alugados pelo site ou aplicativo do Airbnb), já que era para
ser diferente, tudo tinha que ser realmente diferente, porém todos os quartos
eram individuais.
A
experiência do Airbnb foi ótima, meus anfitriões me davam dicas, via mensagens
e estavam sempre dispostos a tirar minhas dúvidas antes da viagem; mas
lembre-se, antes de fechar qualquer quarto ou casa pelo Airbnb veja a nota do
anfitrião, leia todos os comentários para não entrar numa furada.
Após meu
tour, pelos aeroportos, SP-RJ-SP-Madrid-Lisboa (viagens com milhas é assim,
depois descobri que se eu tivesse vendido minhas milhas no site "hot
milhas" dava para comprar uma passagem direto para Lisboa mesmo na alta
temporada ... vivendo e aprendendo) cheguei em Lisboa, depois de mais trinta
horas de viagem rsrsrs, mas "o fim justifica os meios".
No dia
04/01/17, por volta das 18h, cheguei em Lisboa e fui direto a uma loja da
Vodafone (uma das operadores de telefonia da Europa) comprar um chip local para
usar internet, afinal eu estava sozinha e precisaria do GPS, Google etc. Há um
quiosque da Vodafone assim que você sai do portão de desembarque do aeroporto:
paguei 15,00€ (chip + 30 GB de internet por 15 dias, mas me arrependi, devia
ter pago 5,00€ a mais e ter direito a ligações em Portugal, é importante para
se chamar táxis, urgências em estradas). Os próprios vendedores trocam o chip e
configuram o Whatsapp, depois é só colocar seu chip de volta, que dá tudo
certo.
Em
seguida, no aeroporto, peguei o metrô (ou métro como eles pronunciam) para
Estação Oriente (0,45€ o cartão
recarregável + 1,50€ uma viagem), desta estação peguei um trem (comboio)
para Coimbra, Estação Coimbra B (19,20€). Não jogue o cartão do metrô fora,
pois, em Lisboa, além de você poder recarregar, ele é necessário para sair do metrô - a
catraca só abre se você passá-lo.
Baixei os
aplicativos da CP (Comboios de Portugal) para trens e da Rede Expressos (my
RNE) para ônibus, tudo para saber horários, quem opera e preços. Deixei para
comprar a passagem de trem para Coimbra quando chegasse em Lisboa, bem
tranquilo, pois tem trem a toda hora. De Lisboa a Coimbra são quase duas horas
de trem. Em Coimbra peguei um táxi, que me levou até a casa onde fiquei
(5€).
Finalmente,
vivenciei minha 1a. experiência com o Airbnb, ficando em casa de pessoas que
alugam quarto. Minha anfitriã, Fátima, me recebeu muito bem, a casa era antiga,
me fez lembrar muito a casa da minha bisavó, pequena, simples e aconchegante.
Fui tomar banho e quando voltei ao quarto, minha anfitriã colocou duas bolsas
de água quente, embaixo dos milhares de edredons, para esquentar a cama, achei
isto fofo e bem providencial, pois além de esquentar, ainda utilizei as bolsas,
pois estava com dores no corpo, devido a minha viagem de mais de
30h. Fátima, além de me dar dicas ótimas, ainda me levou
até a porta de um restaurante português, até o ponto de ônibus e até estação de
trem. Por duas noites, paguei R$ 92,00, vale muito a pena para quem
está viajando sozinho, a residência fica na Rua Saragoça, próximo à Praça da
República (Quarto Próximo Praça da República - Anfitriã Fátima - site
Airbnb).
Meu quarto na casa da Fátima |
Fátima: Santuário e Aljustrel
No dia
seguinte, resolvi ir de Coimbra ao Santuário de Fátima, peguei um circular
(1,60€) que me deixou na Rodoviária e de lá peguei um ônibus até Fatima
(11,20€). Na rodoviária fiquem atentos ao número da viatura (ônibus).
Rodoviária em Coimbra: pegando ônibus para Fátima |
É muito melhor ir a Fátima de ônibus, pois a rodoviária de lá é bem pertinho do Santuário, uns 5 minutos de caminhada. Não vá de trem a Fátima: a estação de trem é bem longe, bem longe mesmo, mais de 20 Km de distância do Santuário. Na rodoviária de Fátima há uma sala fechada para deixar as bagagens, ao custo de uns 5€ a diária, ótimo para quem está viajando e quer fazer uma parada em Fátima. De Coimbra a Fátima é apenas uma hora de viagem.
O
Santuário de Fátima é belíssimo, muita paz, silêncio e sem aqueles ambulantes e
comércio que têm em Aparecida do Norte e no Vaticano; um lugar espiritual
realmente, acho que foi por isto que, pela primeira vez, me emocionei em
um local religioso. Uma dica: perto do Santuário há um centro com
lojinhas de artigos religiosos, tudo muito bonito e tranquilo, quem for comprar
lembrancinhas de Fátima vá la primeiro, pois, na Capela das Aparições há missas
toda hora e o Padre abençoa os objetos levados pelos fiéis.
Capela das Aparições: no local do pilar havia a árvore onde Nossa Senhora apareceu
As velas,
que são bem maiores que as normais, ficam todas expostas e você paga
se você quiser: é claro que todo mundo paga, mas não tem ninguém vendendo ( o
preço sugerido é de 0,50€ pelas velas menores).
Todo o
lugar onde está Fátima nova é chamado Cova de Iria. Eu quis conhecer o
lugar onde os pastorinhos nasceram e onde aconteceram a maior parte das
aparições: Aljustrel. No mapa, que eles dão no Santuário, diz que eram um pouco
mais de 2 km, resolvi ir de táxi, o que foi ótima escolha, pois há vários
lugares lá e me pareceram distantes uns dos outros. Perto do Santuário em Fátima
não havia táxis, então voltei à rodoviária, que é bem pertinho, e peguei um
lá.
Aljustrel
é uma aldeia pequena, portanto, é difícil ter taxi lá para a volta, assim os
taxistas te levam nos lugares e ficam esperando, não fazem preço fechado,
deixam o taxímetro correr. O taxista, Sr. Miguel Gonçalves, me levou em todos
os lugares interessantes, foi meu guia, ficamos em Aljustrel aproximadamente 1
hora, e gastei 25€, mas valeu cada euro, poio lugar é lindo: cheio de
oliveiras, as casas dos pastorinhos estão intactas, uma verdadeira volta ao
tempo. Ir a Fátima e não conhecer Aljustrel é um sacrilégio, porque
esta aldeia é linda linda linda.
Casa de Francisco e Jacinta |
Quarto de Francisco |
Valinhos: local de aparições do Anjo e de Nossa Senhora
Valinhos: Calvário Húngaro
Casa de Lúcia
Casa de Lúcia: Poço do Arneiro
Na volta, o taxista Sr. Miguel passou pela antiga Igreja em Fátima velha. Por volta das
16:30 peguei o ônibus de volta a Coimbra.
Antiga Igreja de Fátima |
Coimbra
A noite
dei uma volta pelo Centro Histórico de Coimbra e subi até a Universidade de
Coimbra, em ruas estreitas, ladeiras e escadarias. A cidade estava praticamente
vazia, me "perdi" por entre suas vielas, mas a cidade é super segura,
e resolvi aproveitar esta oportunidade única: ter uma cidade inteira pra mim e
na maior segurança.
Arco da Almedina
Na volta
fui ouvir um Fado no Café Santa Cruz, que é bem bonito, antigo, fica bem ao
lado da Igreja Santa Cruz, na rua principal do comércio. O Fado começa às
22:00h, não se paga nada por isto, apenas sente na mesa e peça algo para beber
ou comer. Foi bem bonito e típico.
Café Santa Cruz e seu Fado
No dia
seguinte fiquei só em Coimbra, e dá para fazer tudo a pé e em um dia só, mas
lembre-se: Coimbra é cheia de vielas, ladeiras e escadarias. Saindo
da "minha" casa na Rua Saragoça, atravessei o rio Mondego, pela Ponte
de Santa Clara, e fui conhecer o outro lado de Coimbra:
- Convento de Santa Clara-a-Velha: um sítio arqueológico com o convento, não entrei porque dava para ver de fora e tinha que pagar;
- Portugal dos Pequenitos: um parque que tem os grandes monumentos portugueses e casas típicas de todas as regiões do país em miniatura, não entrei, porque achei um passeio mais interessante para crianças, também tem que pagar;
- Quinta das Lágrimas: esta fiz questão de pagar os 4€, pois queria conhecer o lugar onde se deu a famosa história de amor de Portugal, o Romeu e Julieta português: Pedro, filho do rei, apaixonou-se por Inês, a empregada; o rei, não aceitando o romance, mandou matar Inês; quando o rei morreu e Pedro assumiu o trono, este mandou desenterrar Inês e a corou sua rainha; as pessoas, achando estranha a atitude de Pedro, diziam: "agora Inês é morta" e assim surgiu esta famosa expressão. Foi na Quinta das Lágrimas que também viveu a Rainha Santa Isabel, que alimentava os pobres e por isso mesmo, ainda em vida, começou a gozar da reputação de santa, tendo esta fama aumentado após a sua morte, o que a fez ser canonizada. Hoje a Quinta foi transformada em um hotel, com um parque centenário, cheio de árvores, fontes, lagos e inclusive a famosa Fonte dos Amores. Não deixe de tirar fotos da fachada do hotel, que era o palácio, mas somente se tem acesso a este hotel por dentro do parque;
Fonte dos Amores |
Fachada do Hotel
- Convento de Santa Clara-a-Nova: saindo da Quinta voltei para a ponte do rio Mondego, mas antes de atravessá-la, fiquei uns 5 minutos decidindo se subia mais umas ladeiras e ia visitar o Convento de Santa Clara-a-Nova ou não, enfim, resolvi ir até lá. Embora tenha uma Igreja embaixo, o Convento fica em cima, subindo a ladeira. A subida parece mais difícil do que realmente é; de lá você tem um lindo visual da cidade e vale pena a subida. Já que estava lá em cima, paguei 2€ e fui visitar a igreja e os claustros (num convento é galeria coberta e arqueada, que forma os quatro lados de um pátio interior. PS: decore esta palavra, você vai visitar muitos claustros em Portugal). No altar está o caixão de prata que guarda o corpo, ainda intacto, da Rainha Santa Isabel.
Igreja embaixo |
Caixão de Prata que guarda o corpo da Rainha |
Claustros do Convento
Início ou fim da rua do comércio |
Vielas, escadarias e ladeiras no caminho para a Cidade Alta
Sé de Velha |
Largo da Sé Velha
Ah, a
Universidade de Coimbra!!!! A Faculdade de Direito, o lugar que mais amei!!!
Linda, imponente, cheia de conhecimento, e mesmo nas férias de inverno é
possível ver alguns estudantes. Após, andar um pouco por lá, apreciando a
Universidade, seus prédios, a vista de Coimbra e do Aqueduto de São Sebastião,
desci e voltei para "minha" casa.
Portão de entrada da Faculdade de Direito |
Universidade de Coimbra: Faculdade de Direito |
Universidade de Coimbra: demais Faculdades |
Aqueduto de São Sebastião |
A água de
Coimbra é super boa e, segundo minha anfitriã Fátima, pode-se tomar água da
torneira sem qualquer problemas. Coimbra é super segura, não vi um mendigo na
rua. Por volta das 18h, com dor no coração, porque amei a
cidade e minha anfitriã Fátima, que fez questão de me levar à estação de trem,
ops, comboios, parti para Porto.
Porto
Da
Estação Coimbra B até a Estação Porto-Campanha é uma ou duas horas de viagem,
dependendo da companhia que o opera o trem, como eu fui de Regional, que era o
próximo trem a sair, demorou 2 horas e custou 8,60€: embora no aplicativo da CP
e no ticket constava que haveria uma troca de trem, meu comboio foi direto,
assim, aconselho a perguntar no trem se este é direto ou não.
Cheguei
em Porto, na Estação Campanha e peguei o metrô para o Bolhão, paguei 0,60€ pelo
cartão e 1,20€ a viagem (título), novamente guardem o cartão do metrô (ou métro
com se diz lá) porque ele é recarregável; ao contrário de Lisboa não há
catraca, mas você tem que validar seu ticket em uns "postezinhos"
amarelos/azuis. A primeira vez comprei na bilheteria, depois você recarrega nas
máquinas, super fácil, só fiquem atentos para qual zona você vai, pois cada uma
é um preço, mas nas máquinas há informações e não se esqueçam de validar o
ticket nos pequenos "postezinhos" que ficam na entrada do metrô. O
aplicativo "Metro Porto" é bem útil e ajuda muito, se tiver internet
baixe-o. O Bolhão fica no Centro Histórico, na Rua de Santa Catarina, a
principal rua do comércio com shoppings, lojas de grifes e cafés. Saindo da
estação do metrô dei de cara com uma maravilha: a Capela das Almas, com suas
fachadas revestidas com mais de 15 mil azulejos pintados.
Capela das Almas
Rua de Santa Catarina: Via Catarina Shopping |
Minha
"casa" ficava a um quarteirão desta rua, aconselho a ficar nesta
região, é ótima. Aqui uma outra experiência com o Airbnb, fiquei num flat com 5
quartos e dois banheiros, super bem equipado e decorado, pelas 05 diárias
paguei R$ 400,00 (B&B Porto Downtown 4 - Anfitrião Mário - site/aplicativo
Airbnb). O Flat é uma graça, mas não temos nenhum contato com o anfitrião, tudo
o que precisamos ele nos fala com mensagens via Airbnb, até o código das
portas. Todo mundo ficava no seu quarto e ninguém conversava com ninguém. Não
tenho do que reclamar, porque o Mario, meu anfitrião, mesmo por mensagens,
estava sempre disposto a me ajudar, me respondia na hora; mas achei tudo meio
frio, prefiro mil vezes o esquema da minha anfitriã Fátima em Coimbra, pois,
com ela pude participar um pouco da vida portuguesa, sem contar o fato dela ser
muito muito legal.
Depois de
me acomodar, fui jantar no lindo, famoso e caríssimo Café Majestic, situado na
Rua de Santa Catarina, há 3 minutos do "meu" flat. Gastei 30€ (lugar
mais caro que comi) por um prato principal, uma taça de vinho e sobremesa de
rabanadas, o couvert é cortesia da casa . O Café Majestic é lindo, uma atração
turística e as rabanadas que comi foram as melhores da minha vida. Não deixem
de ir!
Café Majestic: fachada |
Café Majestic: as melhores rabanadas da minha vida!!! |
No dia
seguinte, comprei um ticket de dois dias para o Yellow Bus, aqueles ônibus
turísticos, de dois andares, que você sobe e desce nas paradas que quiser
(esquema "hop on - hop off"). São várias empresas, optei pela Yellow
Bus, pois tinha dois trajetos diferentes e eles iam mais longes, pelos dois
dias paguei 15€, e acho que compensou.
No
primeiro dia, que tive acesso ao Yellow Bus, fui até as praias de Matosinhos,
não parei em nenhum ponto, fiz o trajeto inteiro, que demorou, aproximadamente
1 hora, e deu para conhecer bem a cidade do Porto, fora do
Centro Histórico.
Depois
peguei o ônibus que fazia o trajeto menor, passando pelo Centro Histórico,
pelos bairros chiques de Porto, pelos monumentos à beira do Douro e sua foz,
atravessando o rio e indo até o outro lado, que, embora todos pensem que é
Porto, é cidade de Vila Nova de Gaia, onde ficam as Caves de vinho do Porto.
Durante este trajeto, também não desci em nenhum ponto, mas vi um lindo lindo
por do sol, deu para tirar fotos lindas, mesmo de cima do ônibus.
Foto tirada de Vila Nova de Gaia |
No dia
seguinte, fui no Mercado do Bolhão, o "Mercadão" do Porto, com muitas
coisas típicas e onde comprei meus vinhos do Porto, achei os preços ótimos (4 a
6€ cada garrafa).
Vista do Mercado do Bolhão |
Depois de
deixar os vinhos "em casa", peguei o Yellow Bus novamente e fui
descendo nos pontos interessantes:
- Avenida dos Aliados: tem um enorme boulevard no meio, é rodeada por antigos e belos prédios (inclusive o McDonald's fica num deles); lá que estão as letras que formam a palavra Porto e a Praça da Liberdade com a Estátua de D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil, que amava tanto a cidade do Porto que, após sua morte, fez que questão que seu coração fosse doado a cidade).
Estátua de D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil) |
- As Igrejas do Carmo e Dos Carmelitas, separadas apenas um prédio de 1m de largura (repare nas duas janelinhas e pequena porta que separam as duas igrejas), o interessante é que as duas estavam tendo missa no mesmo horário;
- A Torre dos Clérigos, onde subi seus quase 300 degraus e para ter uma vista de Porto (entrada: aproximadamente 5€), a subida cansativa, apertada e com muitas voltas, e a vista é normal, achei que não compensou o esforço;
Vista da Torre dos Clérigos |
- A Livraria Lello e Irmão, uma das livrarias mais antigas e bonitas do mundo: o que a torna mais linda são suas escadas, o gesso e concreto armado imitando madeira, quase tudo o que você vê e acha que é madeira não é; o gesso e o concreto foram pintados com uma perfeição ímpar, uma técnica revolucionária para a época, ainda tive a sorte de presenciar um show típico português, com mulheres, homens e crianças vestidos a caráter, tocando e cantando música portuguesa (entrada 4€, lotado e vale muito a pena, se você comprar um livro eles descontam o valor da entrada);
- A Estação São Bento, com seus lindos painéis de azulejos;
- A Sé do Porto: da Estação São Bento fui a pé para a Sé do Porto, que também é bem bonita;
Vista da Sé do Porto |
- Ponto D. Luis I: da Sé do Porto fui caminhando e atravessei, a Ponte D. Luis I (que tem uma vista linda do Douro) e cheguei do outro lado do rio, na Vila Nova de Gaia (cuidado, pois na Ponte também passa o trem). Em cima da Ponte, a vista da cidade do Porto é maravilhosa, desci a pé e fiquei passeando pela rua do cais e pelas ruazinhas de Vila Nova de Gaia, tudo com uma bela vista do Porto;
Vista da Cidade do Porto e seu elevador |
Vista da Cidade do Porto |
Vila Nova de Gaia: Vista da Cidade do Porto |
Vila Nova de Gaia: Ponte D. Luis I |
Em Vila Nova de Gaia, peguei o Yellow Bus e fui até o Forte de São João Baptista da Foz, perto da Foz Velha do Douro, região conhecida por ser uma das zonas mais caras da cidade.
Forte de São Baptista da Foz |
A Foz do
Douro é um local privilegiado, onde o Rio Douro encontra o oceano e possibilita
lindas paisagens: embelezada com o seu passeio marítimo, bonitas e cosmopolitas
esplanadas, bares e jardins, é um local movimentado e maravilhoso para tirar
muitas fotos e ver o por do sol. Na volta, como o sol já tinha se posto e o
Yellow Bus estava demorando para passar, peguei um ônibus circular normal e
voltei para o Centro Histórico.
Foz do Douro: encontro com o mar |
O melhor
lugar para se ficar no Porto é próximo ao Centro Histórico, pois as estações de
metrô são próximas e dá para fazer tudo a pé. Fiquei na Rua de Fernandes Tomás,
bem próxima a Estação Bolhão do metrô e a Rua de Santa Catarina, que é a
principal rua de comércio. As lojas e shoppings fecham as 21:00h, mesmo no
domingo. A noite, os bares e restaurantes começam a encher bem depois das
22:00, como eu estava cansada, não fui em nenhum.
Amarante e Braga
No dia
seguinte, fui de metrô do centro histórico do Porto até o aeroporto para pegar
o carro que aluguei e fazer o Vale do Douro e as cidades ao redor do Porto,
Aluguei um carro na Sixty, pelo site rentcars.com). O balcão da Sixty fica fechado
no aeroporto, mas lá há um aviso que tem uma van do lado de fora te esperando:
02 diárias, carro Up automático, retirada e devolução no aeroporto de Porto,
37,79€; como eu estava sozinha, fiquei com medo e paguei o seguro completo 50€
(mais caro que o aluguel, rsrsrs, só contratei porque estava sozinha, pois no
aluguel do carro já estava incluso um seguro com franquia de 960€, e com este
seguro que paguei a franquia era zero); também paguei mais 2€ para
ativar o Via Verde, o "Sem Parar" português, para passar nos
pedágios, INDISPENSÁVEL alugar o carro com este dispositivo, pois muitas das
estradas têm pedágios ponto-a-ponto, daqueles que não tem praça de cobrança,
só um sensor, e parece que depois você paga os pedágios pelo correios,
impossível para nós turistas!! Nos pedágios (portagens) que têm
praça de cobrança, a faixa do Via Verde é sinalizada com um V verde e
iluminadas com luzes verdes.
Igreja de São Gonçalo e arredores
Ponte de São Gonçalo |
Ponte de São Gonçalo e arredores
De
Amarante, fui para Braga, a distância entre as duas cidades é de 69 km. Braga é
uma das maiores cidades de Portugal, onde está situada a primeira Sé de
Portugal, apelidada de Roma Portuguesa, pelos diversos vestígios arqueológicos
(ruínas) que há lá. Em Braga fui direto para a principal atração da cidade que
é o Santuário do Bom Jesus do Monte, no alto de uma colina, sendo o segundo
ponto de turismo religioso mais visitado de Portugal, perdendo só para Fátima.
Tem uma escadaria com mais de 600 degraus, toda trabalhada, separada em
patamares, e em cada um deles há diferentes fontes de água, as vistas da cidade
e da igreja são lindas e, por tudo isto, a descida e subida não são cansativas,
até duvidei que subi e desci 600 degraus, podem ir!!!!
Vista de Braga |
Na cidade
me disseram que logo depois do Santuário do Bom Jesus do Monte, bem pertinho,
tem o Santuário do Sameiro, que é bonito também, mas como não conhecia, eu não
fui # fica a dica.
Em Braga
estacionei o carro em estacionamento na Rua do Matadouro, que cobrava um 1€ a
hora, mesmo preço do estacionamento das ruas e fui a pé dar uma volta pela
cidade, tudo pertinho. Entrei na Sé de Braga, que é a catedral mais antiga de
Portugal (2€ a visita); dei uma volta pelas vielas próximas a Sé; passei pelo
Arco da Porta Nova; fui conhecer o Jardim de Santa Bárbara; e depois a Avenida
Central, com seu boulevard; fiquei umas duas horas na cidade.
Sé de Braga
Arco da Porta Nova
Jardim de Santa Bárbara
Avenida Central e Arredores
Por volta das 17:00 peguei o carro e voltei para Porto, que fica a 57 Km de
Braga.
Em Porto
estacionei o carro no Shopping de Santa Catarina, que ficava na mesma rua do
"meu" flat, fui até o piso 6 e pedi um ticket de 24h de
estacionamento (8€).
Vale do Douro:
Miradouro de São Leonardo de Galafura, Pinhão e Lamego
No dia seguinte, por volta das 10:00h, finalmente parti para o lugar mais esperado da minha viagem: o Vale do Douro. Meu primeiro destino foi o Miradouro de São Leonardo de Galafura, a 113 km de Porto, situado perto da cidade de Peso de Régua, na Estrada N313-1: chegando perto do Mirante, a estrada fica estreita, com curvas, passa por vários vilarejos, vinhedos e, enfim, do alto dos seus 640m de altura tem-se uma vista privilegiada sobre o rio Douro e sua paisagem envolvente. O dia estava nublado, e mesmo assim a vista era deslumbrante: o Douro abaixo, rodeado pelos vinhedos que dominam as colinas que cercam o rio, nos chamados “balcões do Douro”, tombados pela Unesco como Patrimônio da Humanidade; só tinha eu no mirante, tudo muito seguro, aproveitei para ter todo aquele visual só para mim.
Do
Miradouro segui para Pinhão, a 41 km e 49 minutos de distância; o trecho final
é feito pela estrada N222, que foi eleito, em 2015, a World Best Drive Road,
melhor estrada para dirigir, com diversas curvas, abertas ou bem fechadas,
tendo sempre a companhia do Douro, chamando a atenção a beleza da
estrada.
No
caminho para Pinhão, já bem pertinho da cidade, parei na Quinta do
Seixo, a produtora do vinho do Porto Sandeman, um dos melhores vinho do
Porto; a Quinta é linda, tem uma vista privilegiada do Douro e suas vinhas;
me dirigi a recepção e comprei meu ingresso para a visita (10€ a visita
clássica, com direito a degustação de dois tipos de vinho do Porto, uma
delícia, mas como estava dirigindo não pude degustá-los até o fim); no final da
visita comprei vinhos (9,50€ a garrafa, o melhor preço do Sandeman em todo
Portugal; no Duty Free do Brasil ele custa 25,00 dólares).
A guia da Quinta com o traje típico do vinho Sandeman |
De lá fui para a pequena Pinhão, que se situa na margem direita do Rio Douro e é considerada o coração do Alto Douro Vinhateiro; é que lá existem muitas das quintas que produzem o vinho do Porto, sendo esta área considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Uma das principais atrações da cidade é a Estação de trem, pequenininha, mas que está entra as mais bonitas de Portugal, foi construída no século 19, é coberta por 25 painéis de azulejos. Depois de conhecer a Estação, dei uma volta a pé pela cidade, como já tinha passado o horário do almoço e era inverno, não achei lugar para almoçar.
Morrendo de fome, voltei para a estrada N222 com destino a Régua, porém dei uma desviada e fui até Lamego ver o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, entretanto, como já havia conhecido o Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, fiquei meio decepcionada e fui embora; para quem já conheceu Braga, Lamego pode ser dispensável.
Vista da cidade em cima do Santuário |
Por volta
das 16:30, voltei de Lamego a Porto, a 131 km de distância. Embora pudesse
ficar com o carro até o dia seguinte, resolvi já passar no aeroporto e
devolvê-lo, já que a Sixty estava aberta (fica aberta até a meia-noite), com
isto economizei o estacionamento do carro.
Rodei
quase 500 km de carro, gastei 3/4 de tanque e 42€ para enchê-lo, peguei o carro
com o tanque cheio e tinha que devolvê-lo assim. Peguei o metrô e voltei para o
"meu" flat.
Dirigir
nesta região de Portugal foi bem tranquilo, as estradas são ótimas e seguras, o
único ponto negativo é que, com exceção das pequenas estradas, os pedágios
pipocam, tive a impressão de ter um a cada 15 km (custavam entre 0,50€ e 1,50€, ainda não
sei quanto gastei porque vai ser cobrado no meu cartão de crédito). Em toda a minha viagem usei o Google Maps, pois
já que tinha internet não precisei alugar o carro com GPS; o Google Maps
funcionou perfeitamente bem, em todos os momentos, inclusive nos lugares mais
isolados, podem confiar.
Lisboa
No dia
seguinte, de metrô fui para a Estação de Trem Campanha, peguei, por volta das
11:00, o trem de Porto para Lisboa (24,30€), há trem a cada 50 minutos, por
isto não precisa se desesperar; a viagem, que é super confortável, dura entre
2:45h e 3:08h, depende da companhia que opera o trem. Em Lisboa pode-se descer
na Estação Oriente ou na Estação Santa Apolonia, ambas têm metrô, escolhi
descer na Santa Apolonia, porque tinha a Linha Azul do Metrô, que é a linha de
metrô principal e a que eu precisava para ir para meu hotel, então não
precisaria trocar de metrô.
Em Lisboa
fiquei no Londrina Lisbon Bed & Breakfast (Rua Castilho n. 61, londrina@netcabo.pt), por 04 diárias paguei 139€,
pelo site Booking.com, mas direto com os proprietários
é mais barato. O Hotel, ou B&B, oferece café da manhã, tem
banheiros, TV e ar condicionado em todos os quartos, as camas são decoradas com
os típicos azulejos portugueses, é um hotel familiar que os donos te tratam
como se você estivesse em casa. O local é super aconchegante e bem localizado,
no centro comercial da cidade, a 300m da Praça Marquês de Pombal, onde tem o
metrô da linha azul e amarela (as principais linhas de metrô de Lisboa), e de onde
começa a Avenida Liberdade (uma das Avenidas mais caras do mundo, que termina
no Centro Histórico). Amei o hotel, as pessoas, o local, recomendo muito mesmo.
|
Avenida Liberdade
No
primeiro dia em Lisboa, desci a pé pela Avenida da Liberdade (cheia de lojas
caras) até o Centro Histórico, que engloba o Bairro Alto, Rossio, Baixo Chiado,
tudo lindo, cheio de restaurantes, lojinhas,
monumentos.
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O Centro Histórico termina na Praça do Comércio, que fica entre o Terreiro do Paço e o Cais de Sodré, estes dois últimos de frente para o Rio Tejo, onde todo entardecer as pessoas se reúnem, para beber vinho, ouvir música e ver o por do sol, todos os dias eu ia lá passear, amei esta região da cidade.
Centro Histórico
O Centro Histórico termina na Praça do Comércio, que fica entre o Terreiro do Paço e o Cais de Sodré, estes dois últimos de frente para o Rio Tejo, onde todo entardecer as pessoas se reúnem, para beber vinho, ouvir música e ver o por do sol, todos os dias eu ia lá passear, amei esta região da cidade.
Rio Tejo: região da Praça do Comércio e Terreiro do Paço
Rio Tejo: região da Praça do Comércio e Terreiro do Paço
Praça do Comércio
|
Praça do Comércio
Praça do Comércio
|
A
locomoção em Lisboa é fácil: a pé, de metrô ou bonde. A passagem do metrô
custava entre 1,50 e 1,90€, dependendo da região, mas eu comprava o ticket de
24h (24h a partir do momento que você passa na catraca), custa 6€ e você pode
ir a qualquer região, andar de metrô, ônibus e elétricos (bondes), só tem um
detalhe: para sair do metrô você precisa apresentar o ticket, então você tem
que sair do metrô antes de vencer as 24h, senão a catraca não abre e você terá
que procurar um funcionário para abrir.
No centro
histórico, além da Praça do Comércio, ainda tem-se:
- Elevador de Santa Justa, que é lindo e super antigo, só tem que ter um pouco de paciência na fila, uns 30 minutos, mas vale a pena; quem tem o ticket de metrô 24h não paga nada para subir e apenas 1,50€ para ter acesso ao mirante, quem não tem paga 5,50€;
Vista do Elevador de Santa Justa |
- Ruínas do Carmo;
- Mercado da Ribeira, uma espécie de mercadão com vários restaurantes e ao centro mesas grandes para se sentar e comer;
- Elétrico 28 (E28): próximo da Praça do Município se pega o E28, que é o bonde mais famoso de Lisboa, levando os passageiros por uma viagem de 40 minutos ladeira acima (ou abaixo) por bairros antigos como Graça, Alfama e Baixa, passando pela Sé de Lisboa e o Castelo de São Jorge; por ser um bonde pequeno, antigo e lotado de gente, é o único lugar em todo Portugal que se deve ter cuidado com carteiras e celulares;
O famoso bonde E28 |
Vista da Sé de Lisboa |
- Castelo de São Jorge que é um dos principais pontos turísticos de Lisboa, um castelo medieval com uma linda vista de Lisboa, custa algo em torno de 10€, mas vale a pena.
Castelo de São Jorge: Vista de Lisboa |
Reserve
meio dia, pelo menos, para ir para Belém, que é um bairro afastado de Lisboa. A
melhor maneira para se chegar a Belém é pegar o Elétrico 15 (E15), é um bonde
moderno com vários vagões, que sai da Praça da Figueira, no Centro Histórico; o
trajeto dura uns 30 minutos e o ticket de metrô diário serve para ele - aqui
vai uma dica muito importante, não compre os tickets de bonde dentro deles,
custam o dobro do preço, em Belém tem um quiosque de revistas e jornais, ao
lado do ponto de volta do E15, que vende o ticket pelo preço normal.
Bonde E15 chegando em Belém, parada ao lado do Mosteiro dos Jerónimos |
Na chegada em Belém, o E15 pára ao lado do Mosteiro dos Jerónimos e dos
famosos pastéis. Os dois lugares imperdíveis para se visitar são: o Mosteiro dos Jerónimos
(10€) e a Torre de Belém (8€), comprando as duas visitas juntas, na bilheteria
do Mosteiro, sai por 12€, compensa muito, porque ambos os lugares são
maravilhosos.
Mosteiro dos Jerónimos: Fachada
Mosteiro dos Jerónimos: Claustros internos
Torre de Belém
Do
Mosteiro à Torre são aproximadamente 2km, mas o caminho passa por lugares
belíssimos com a Doca de Belém e uma Marina, que se pode ver enormes
águas-vivas (eu acho que é água-viva, não entendo muito de bicho marinho
rsrssrs), tudo fazendo valer a pena a caminhada, além de não ser nada
cansativa.
Caminho para a Torre de Belém: Vista do Mosteiro |
Doca de Belém: Monumento dos Descobrimentos |
Marina e "água-viva"
Na volta, é obrigatória a parada na Antiga Fábrica de Pastéis de Belém, o único lugar que pode vender os pastéis de nata com o nome Pastel de Belém, o lugar parece pequeno, e todo mundo pede no balcão, mas se você for entrando verá que é enorme e você pode fazer os pedidos para os garçons e deliciar tranquilamente estes maravilhosos doces (2€ cada), nem tente comê-los em outra pastelaria, são incomparáveis!
Na volta, é obrigatória a parada na Antiga Fábrica de Pastéis de Belém, o único lugar que pode vender os pastéis de nata com o nome Pastel de Belém, o lugar parece pequeno, e todo mundo pede no balcão, mas se você for entrando verá que é enorme e você pode fazer os pedidos para os garçons e deliciar tranquilamente estes maravilhosos doces (2€ cada), nem tente comê-los em outra pastelaria, são incomparáveis!
Depois é
só pegar o E15, cujo ponto de volta fica em frente aos Pasteis de Belém, e
voltar para Lisboa.
A noite
em Lisboa acontece no Bairro Alto. Saindo da Praça Luís de Camões há várias
vielas cheias de restaurantes e bares, estes últimos são umas portinhas, que
dentro só tem um balcão para pedir bebidas e tomá-las nas ruas, que ficam
lotadas de gente, bebendo e pouco se importando com o frio. Os locais, para
variar, são bens seguros, pode andar a vontade pelo Bairro Alto e pedir uns
drinques (caipirinha 3€), não deixem de tomar a Ginja/Ginjinha/Ginja de Óbidos,
a bebida típica, um licor de cereja, delicioso, servido no copinho de chocolate
(1,50€).
O melhor
bolinho (pastel) de bacalhau de Lisboa e de Portugal é o da Casa Portuguesa do
Pastel de Bacalhau, na Rua Augusta no Baixo Chiado; no Museu da Cerveja, um
restaurante bem bonito na Praça do Comércio, também vende o bolinho de bacalhau
da Casa Portuguesa do Pastel do Bacalhau; estes bolinhos vêm recheados com um
queijo maravilhoso e nada melhor para acompanhá-los um vinho do Porto ou uma
Ginja, eu provei com os dois.
Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau
Museu da Cerveja: onde também se pode comer os bolinhos da Casa Portuguesa do Pastel do Bacalhau |
Um
ótimo lugar para se comprar azeites e vinhos é o supermercado do El Corte
Inglés, que é uma loja de departamentos espanhola só de marcas caras, mas o
supermercado é bom de preço e produtos, fora isto, é impossível compra algo lá;
o El Corte Inglés fica, praticamente dentro da estação de metrô São
Sebastião.
El Corte Inglés e região |
Reserve dois dias de Lisboa para conhecer as cidades belíssimas de Sintra e Cascais, se tiver mais tempo vá até Évora e Óbidos (pena que eu não tive tempo de ir).
Quando
for a Sintra e Cascais compre o ticket de metrô de 10,00€, que além de durarem
24h, te dão direito a ir de trem para estas duas cidades.
Sintra
O trem
para Sintra sai da Estação do Rossio a cada 10 minutos e a viagem leva
aproximadamente 40 minutos, para quem não tem o ticket do metrô de 24h com
direito a Sintra, a passagem custa 2,20€; o mesmo vale para a viagem de volta,
porém o intervalo de trens para Lisboa é a cada 40 minutos. Aqui vai
uma dica: a estação de metrô que dá acesso a Estação do Rossio é a estação
Restauradores da linha azul e NÃO a estação Rossio da linha verde.
Em
Sintra, saindo da estação de trem, a direita, tem o ponto do ônibus 434, que
faz o Circuito da Pena (Castelo dos Mouros e Palácio da Pena), custa 5€ (hop on
- hop off: desce e sobe quantas vezes quiser) e você compra direto com o
motorista.
Ao lado
deste ponto de ônibus, na mesma calçada, tem o local de venda de
entradas dos Palácios, compensa comprar lá para não pegar fila e poder comprar
combos (tickets, dos pontos que se quer visitar, comprá-los juntos sai
mais barato).
Sintra é cheia
de castelos e palácios, os dois mais lindos e imperdíveis (os
únicos que visitei) são o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena, o tickets dos
dois, comprados juntos, sai por 17€.
Três
recomendações: qualquer que seja a época do ano, leve blusa, pois Sintra tem um
microclima próprio; no Castelo dos Mouros e Palácio da Pena o vento é muito
forte; para quem for de carro fazer este circuito, cuidado com a estrada, pois
ela é cheia de curvas fechadas, desfiladeiros, muito estreita, em alguns
lugares só passa um carro por vez e você não tem visibilidade de quem vem no
sentido contrário, não recomendo, melhor subir com o ônibus.
Castelos dos Mouros
A próxima
parada do ônibus 434 é o Palácio da Pena. O ônibus 434 passa a cada 15 minutos,
eu fui andando porque não quis esperá-lo, e a parada da Palácio da Pena é só
400 m de distância da parada dos Castelo dos Mouros.
Chegando
na Palácio da Pena, você ainda tem que subir um montão para ter acesso a ele,
eu não aguentei e paguei o transfer do Palácio (3€ ida com volta), não me
arrependi, porque a subida era íngreme. O Palácio da Pena é igualmente lindo,
só que ao invés de ruínas, é um Palácio todo decorado, exibindo o mobiliário da
época.
Palácio da Pena
Palácio da Pena
Palácio de Pena: interior todo decorado, original da época
Após esta visita, peguei de volta o ônibus 434 e voltei para a cidade,
desci no centro histórico e por lá fiquei passeando por suas vielas fofas e fui
comer o famoso doce de Sintra: Travesseiro, vendido na famosa pastelaria
(doceira) Periquita; existem duas pastelarias Periquitas, eu fui na mais
tradicional que é a do centro. O tal Travesseiro é um doce de massa folheada
com amêndoas, bom, mas um pouco doce demais, porém é inconcebível ir a Sintra e
não comer o Travesseiro na Periquita, piadas a parte rsrsrs, mas é verdade.
Vielas do Centro Histórico de Sintra
Travesseiro: o tradicional doce de Sintra |
Depois disto, ali no centro perto do Palácio Nacional de Sintra, peguei o outro ônibus turístico que faz o Circuito Villa Express 4 Palácios: ônibus 435, custa 2,50€, mesmo esquema hop on - hop off. Não desci em nenhuma parada, apenas fiz o circuito inteiro para ver os demais Palácios e pontos turísticos, mas nenhum que valesse tanto a visita como o Castelo dos Mouros e Palácio da Pena; desci no ponto final, a Estação de Trem e voltei a Lisboa. Cheguei em Sintra por volta das 11:30h e saí às 16:45h, deu para visitar bem.
Palácio Nacional de Sintra |
Ponto do ônibus 434 e 435 próximo ao Palácio Nacional de Sintra
Cascais
No dia
seguinte fui para Cascais, no litoral. O trem para Cascais sai, a cada 40
minutos, da Estação Cais do Sodre (esta sim fica na estação de metrô de mesmo
nome, linha verde), a vigem leva aproximadamente 40 minutos: para quem não tem
o ticket do metrô de 24h com direito a Cascais, a passagem custa 2,20€; o mesmo
vale para a viagem de volta.
Chegando
em Cascais fui direto para o Cabo da Roca (que também dar para ir de Sintra,
mas de Cascais parece mais perto). Saindo da Estação de Trem, você verá um
shopping, embaixo deste shopping fica a Rodoviária, lá pegue o Ônibus 403, com
destino a Sintra, que é o único que pára no Cabo da Roca (tem que ser este o
Ônibus 403): o ônibus sai a cada 45 minutos, custa 3€ cada trajeto, e a
viagem dura uns 30 minutos com uma paisagem deslumbrante.
Cabo da Roca
Cabo da Roca
Cabo da Roca |
De volta
a cidade desci na Rodoviária, atravessei a rua e peguei o Ônibus 427 para a
Boca do Inferno, uma formação rochosa na praia de Cascais: preço da passagem de
ônibus - 1€ cada trajeto.
Boca do Inferno |
Da Boca do Inferno voltei andando até o Centro Histórico de Cascais, uma caminhada de 2km pelo calçadão a beira-mar, passando por lugares tão lindos, hotéis chiques, palmeiras, que você nem sente a distância, vale a pena este pequeno esforço físico.
No Centro Histórico sentei para comer e foi onde eu comi o melhor bacalhau de Portugal (com muito azeite, alho e batatas a murro - aquelas batatas cozidas que eles dão literalmente um murro para amassá-las), aliás em Portugal só pedia bacalhau para comer.
Bacalhau com batatas a murro |
Cascais: Centro Histórico
Depois disto, fui a pé até a Estação de Trem, que é pertinho, e voltei a Lisboa. Assim como em Sintra, cheguei em Cascais às 11:30h e saí de lá às 16:30h e foi tempo suficiente.
Dicas de Portugal
Enfim, agora alguma dicas extras de Portugal:
Em nenhum
lugar pedem gorjetas, os garçons não ficam bravos se você não as dá, eles nem
esperam por isto e quando você arredonda o valor para maior, eles ficam muito
gratos.
Em todo,
todo metrô há elevadores, se estiverem com bagagem grande é só procurar os
elevadores, às vezes eles ficam escondidos, mas eles existem, é só procurar e
seguir as placas com desenho de elevador.
Os trens
(comboios) são bem pontuais e todo mundo respeita o vagão (carruagem/viatura) e
o lugar marcado; se você sentar no lugar errado eles vão pedir para você ir
para o seu.
A
internet e os aplicativos de trem, metrôs, ônibus foram indispensáveis para mim
que estava viajando sozinha. Salve o Google Maps, que eu usava em todos meus
trajetos, a pé ou de carro!!!
A
voltagem é 220v e a tomada é aquela simples de dois pinos redondos.
Portugal tem muuuuuuitas ladeiras e escadarias, nunca vi um lugar para
ter tantas escadas, então fique atento quem tiver alguma dificuldade física ou
for viajar com crianças. Não fui em um restaurante, bar, loja que o banheiro
ficasse no mesmo nível, em todos os lugares tinham escadas. Mas isto é só um
detalhe para um país maravilhoso, vi muita gente viajando com bebês e
carrinhos.
Em janeiro
é inverno em Portugal, à exceção de um único dia nublado, todos os outros
fizeram sol, que por sinal, só nasce as 8:00h e já se põe as 17:30h, sendo que
as 16:30h já começa a escurecer, aliás o sol nunca fica a pino, parece que
sempre está se pondo. A temperatura fica em volta dos 15 graus, como nos dias
frios em São Paulo, a diferença é que lá todo mundo usa casacão e bota e a
gente não sente frio. Podem ir no inverno sem medo!!!!
Comidas
Típicas: bacalhau, francesinha (um tipo de X-Tudo, com pão de fôrma, um ovo em
cima, tudo banhado no molho de tomate com cerveja, uma delicia), castanha
assadas vendidas da rua. Doces: pastel de nata ou de Belém (se for
comido em Belém); travesseiro em Sintra. Bebida: Ginja (licor de cereja).
Francesinha |
Castanhas assadas vendidas na rua: 2€ a dúzia ou 1€
1/2 dúzia, eu pedi 1/2 dúzia e foi de bom tamanho
Ginja (licor de cereja) servida no copinho de chocolate: 1,50€ |
Meu roteiro:
1. Dia: SP (avião) Lisboa (trem) Coimbra
2. Dia: Coimbra (ônibus) Fátima (ônibus) Coimbra
3. Dia: Coimbra (trem) Porto
4. Dia: Porto
5. Dia: Porto
6. Dia: Porto (carro) Amarante (carro) Braga (carro) Porto
7. Dia: Porto (carro) Miradouro S. Leonardo de Galafura (carro) Pinhão
(carro) Lamego (carro) Porto
8. Dia: Porto (trem) Lisboa
9. Dia: Lisboa (bonde) Belém
10. Dia: Lisboa (trem) Sintra (trem) Lisboa
11. Dia: Lisboa (trem) Cascais (trem) Lisboa
12. Dia: Lisboa (avião) SP
Minha viagem foi bem tranquila, sem correrias, acordava umas 9:30, e
saia para passear por volta das 10:30h/11:00h, todos os dias, inclusive nos
dias que ia para as outras cidades; mesmo saindo este horário dava conhecer bem
os lugares; às 17:00h ja estava de volta.
Achei que poderia ter ficado menos tempo em Porto e ficado mais dias em
Lisboa, para conhecer seus arredores, como Évora e Óbidos. Aqui fica uma
sugestão: para quem tiver pouco tempo, pode-se ficar dois dias inteiros em
Porto: um para conhecer a cidade e Vila Nova de Gaia, e no outro, saindo cedo,
dá para ir para Braga, Miradouro S. Leonardo de Galafura, Quinta do Seixo
e Pinhão, estes foram os lugares que mais gostei nos arredores do Porto.
Entretanto, lembre-se, se for no inverno, não adianta sair cedo, primeiro
porque o sol só nasce às 8:00h, segundo porque tem névoa e o sol só fica "forte"
umas 10:00h.
Enfim,
está foi minha viagem a Portugal, um país que nunca me interessou muito, mas
que me encantou pela beleza, educação, limpeza, história, modernidade, cultura,
tradição. Amei, amei, amei Quero voltar e logo.
E quanto a viajar sozinha, foi uma experiência e tanto, a gente pensa
bastante na vida e volta renovada!